Chinatown, Honolulu

Paris tem. Los Angeles tem. Sidney tem. São Francisco. Até Londres tem. E, óbvio, Nova Iorque também tem e é a mais famosa de todas. São Paulo não tem. E quando cheguei a Honolulu fiquei surpresa em descobrir que a capital do Havaí também tem a sua Chinatown.

Adorei a novidade e foi pra lá que fui logo no meu primeiro dia na bonita, charmosa, cosmopolita Honolulu (mas sobre Honolulu eu falo em outro post).

A Chinatown havaiana é muito tranquila, colorida, agradável. Possui aquele lado do comércio intenso que parece ser característica dos asiáticos. Foi o único lugar em que vi venderem comida na rua. Comércio de rua, mercados, antiquários, boutiques, fábricas de muumuus (tradicionais vestidos havaianos), muitos bares e restaurantes. Vida noturna efervescente e um centro cultural importante da Ilha de Oahu, já que em Chinatown estão localizadas diversas galerias de arte e o Hawaii Theatre. Eu estive lá num sábado, mas o melhor dia para curtir o bairro chinês é a primeira sexta-feira de cada mês – First Friday – quando as galerias ficam com suas portas abertas até mais tarde e os artistas recepcionam os visitantes. E a vida noturna se agita, claro!

Duas curiosidades que descobri à procura de informações: o detetive Charlie Chan, personagem de vários filmes, foi inspirado em Chang Apana, um detetive chino-havaiano da polícia de Honolulu. Quando o autor do romance, Earl Derr Biggers, estava de férias no Havaí em 1919,  leu sobre Apana no jornal e achou que seria um ótimo personagem para o livro que pretendia escrever e uma forma eficiente de combater o Terror Amarelo, termo comum usado pelos americanos para se referirem preconceituosamente aos imigrantes asiáticos.Foram feitos diversos filmes com o personagem Charlie Chan. Quando era pequena eu gostava de assistir ao desenho, As aventuras de Charlie Chan.

Em 1900 Chinatown queimou por 17 dias. Tudo começou para tentar eliminar uma epidemia de peste bubônica. O fogo se descontrolou e acabou com grande parte do bairro. Depois disso muitos chineses se mudaram para a periferia da cidade, mas continuaram a trabalhar ali.

No meu dia lá vi coisas curiosas, muita cor, gente simpática (como todo havaiano) e senti um certo ar underground.

Links pra quem quiser saber mais:

http://chinatownhi.techmonde.net/

http://www.gohawaii.com/oahu/regions-neighborhoods/honolulu/downtown-honolulu-and-chinatown


Este senhor cantou uma longa canção em chinês no meio do calçadão da Kekaulike Mail

Algumas coisas podem soar estranhas pra nós, brasileiros…

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1 comment
  1. Paula, belas fotos.
    Apenas uma errata, pelo menso na minah opinião.
    Sampa tem a Liberdade, não tem o nome de Chinatown pois a origem foi de imigranes japoneses, mas hoje chineses, coreanos e vizinhos se aglomeram na reginão com sua decoração característica e comércio também.

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