Avenida Paulista, SP
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Márcia Saraiva
Ensaio regado a muitos mimos, inclusive champanhe, locação inusitada e muito bacana na Vila Madalena, trocas de roupa dentro do carro, quase atropelamentos, making of. Enfim,bem astral !
Participação especial: Bonny, o cão e Seu Militão.
Agradecimentos: Seu Militão, proprietário da venda e que foi muito gentil nos permitindo usar seu estabelecimento para as fotos.
Produção: Heloisa Vicente
Assistente: Carlos Moreno
Virada Cultural
Olhando pro alto
Quarta-feira de muito sol, céu azul, feriado. Dia inspirador para fotos e fazia já um certo tempo que não saia para fotografar em São Paulo. O Ricky Arruda sugeriu, via Twitter na terça pré-feriado, um encontro. O Alexandre Urch agitou pro centro de SP logo cedo, mas eu não podia de manhã. Vai não vai, acabamos Luiz Ferreira, Rose Canatto, Pepe Mélega e eu no centro. Rodamos pelo Largo São Bento, Viaduto Sta Ifigênia, Anhangabaú – onde pudemos ver o ensaio de uma ópera que será apresentada em breve – e terminamos no Salve Jorge, bem em frente à Bolsa de Valores. Abaixo o registro do dia que estava absolutamente lindo e quente, do jeito que eu gosto. Foi essencialmente um dia de olhar para o alto, para os prédios, pro céu azul.
Luiz e Pepe, cada um no seu estilo:
Rose e Luiz enquanto assistíamos ao ensaio da ópera:
Vila Madalena
Para quem como eu há muitos anos frequenta a Vila Madalena, bairro badalado de São Paulo, conhecido como bairro de cineastas e artistas no passado, andar por ali atualmente pode causar estranheza. Tudo muda tanto e tão rápido que às vezes me pergunto se estou na minha rota habitual. A Vila é meu caminho pro mundo, já que moro super perto, no bairro vizinho. Já trabalhei lá, frequento os restaurantes e cafés, vou na Livraria da Vila, na Fnac, no Empanadas, no Genésio (adoro!), na Pérola Negra e agora descobri o Açaí na Rua Natingui (muito bom, por sinal). Confesso que adoro a Vila, mas começo a ter saudade da vila de antigamente, mais calma, sem tanto agito, tanta mudança. A Vila perdeu aquele clima, aquele charme de bairro de artistas, suas casinhas com jeito de interior estão desaparecendo e ali surgem mega prédios a toda hora, lojas hiper super pós modernas que vão se instalar na vila por causa de seu charme, mas a primeira coisa que fazem é mudar tudo, descaracterizam o bairro, querem inovar. Eu não entendo. Eles não entendem que a Vila só é a Vila porque tem este jeitinho de cidade do interior. Ontem, domingo, num acesso de saudosismo, fui caminhar pela vila, tentar achar o lugar charmoso com cara de interior onde gosto tanto de passar e observar a vida.







































































